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5 de Dezembro de 2017 Imprimir    E-mail

Ašude de Coremas deve chegar ao volume morto entre janeiro e fevereiro e Cidades podem entrar em colapso,diz Aesa

Pelo menos 13 municípios que são abastecidos pelo açude de Coremas, no Sertão da Paraíba, podem sofrer um colapso no abastecimento de água até o mês de fevereiro de 2018. A previsão é da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), caso não chova na região, não sejam concluídas as obras no eixo norte da transposição do Rio São Francisco ou construída uma adutora.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Integração Nacional através de e-mail para saber previsão de conclusão das obras da transposição no Eixo Norte e sobre a liberação de verba para a obra da adutora, mas, até 14h40 (horário local) desta terça-feira (5), não obteve respostas.

Segundo o presidente da Aesa, João Fernandes, o açude que abastece as cidades está com 28,5 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a 4,8% da capacidade total. Segundo ele, o reservatório só tem condição técnica para garantir abastecimento se estiver, pelo menos, com volume entre 15 milhões e 16 milhões de metros cúbicos de água. Abaixo disso, o manancial entra no volume morto.

Fernandes explica que, com a atual vazão usada para garantir o abastecimento das cidades e sem previsão de chuvas para os próximos meses na região, o volume de Coremas deve chegar ao volume morto entre janeiro e fevereiro do próximo ano. O cálculo foi feito com base na atual vazão liberada para o abastecimento da região, que varia entre 1500 a 1700 litros de água por segundo, segundo a Aesa.

Coremas abastece as cidades da região através de dois sistemas. Um leva água para Patos, Coremas, Cajazeirinhas, São Bentinho, São Mamede e Santa Luzia. Já o outro leva água para Pombal, Vista Serrana, Paulista, Catolé do Rocha, São Bento, Brejo do Cruz e Belém de Brejo do Cruz, através do Rio Piranhas.

O Rio Piranhas, que é perenizado pelo açude de Coremas, também levaria água para cidades do Rio Grande do Norte, mas por causa das atuais condições a Agência Nacional das Águas (ANA) autorizou a instalação de uma barreira no rio, na cidade de São Bento, impedido que a água passe para o estado vizinho.

Portal Coremas com G1 Paraiba





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