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5 de Fevereiro de 2018 Imprimir    E-mail

Chapa da oposição já está praticamente fechada para as eleições deste ano

Entre um gole de cerveja e outro no Tambiá Folia, lideranças disseram que falta apenas uma reunião pós-carnaval para fechar todos os nomes

Não há nada a mais do que o já comentado no blog ou na minha coluna na CBN João Pessoa. Mas as peças continuam se juntando no xadrez eleitoral deste ano. Neste fim de semana, durante a prévia carnavalesca Tambiá Folia, organizada pelo presidente da Câmara, Marcos Vinícius (PSDB), várias pontas soltas foram atadas. O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) evitou declarações sobre acertos firmados. Sem esconder o otimismo, garantiu que tudo estará definido após o Carnaval. Apesar disso, não foi raro encontrar quem, entre os tucanos, apresentasse a chapa para a disputa. Por ela, estariam contemplados o gestor pessoense, na cabela de chapa. O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), indicaria a mulher, Michelle Rodrigues, para a vaga de vice.

E não para por aí. Do tucanato vem ainda a indicação de Cássio Cunha Lima para a disputa da reeleição para o Senado. A outra vaga para a disputa da Casa Alta ficaria por conta de Raimundo Lira, hoje no MDB. Lira, vale ressaltar, deve trocar de legenda. Isso se, como se espera, o senador José Maranhão (MDB) decidir manter a candidatura ao governo do Estado. Nas contas das lideranças da oposição ouvidas pelo blog na festa, sobrariam quatro vagas para serem distribuídas entre os partidos aliados. “Não tem espaço para desconfiança”, ressaltou uma fonte ouvida pelo blog. A alegação é a de que, junta, a oposição terá chance de vencer no primeiro turno as eleições. A compreensão é a de que se houver segundo turno, a coisa complica.

A definição ocorre após uma série de desentendimentos entre os partidos de oposição. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, cobrava uma decisão urgente para a definição da candidatura. Ele, nos bastidores, ameaçava não deixar a prefeitura sem uma definição. O entendimento comum, inicialmente, seria de uma definição do nome das oposições até o fim de janeiro. O senador Cássio Cunha Lima, no entanto, defendia o adiamento para abril. Depois de muita pressão, um acordo deve ser firmado após o Carnaval.

Poderio governista

Enquanto os partidos de oposição traçam planos para a disputa, os governistas estão com o pé na estrada. A estratégia é clara:  governador Ricardo Coutinho (PSB) organizou uma agenda intensa de inaugurações e reuniões do Orçamento Democrático para reforçar o nome do secretário João Azevedo. Nesta segunda-feira (5), por exemplo, ele estará presente na posse dos mil professores nomeados pelo governador. A solenidade vai ocorrer no Espaço Cultural, às 10h.

LIRA DEIXA O MDB
José Maranhão, Raimundo Lira e Cássio Cunha Lima durante sessão no Senado. Foto: Divulgação
O senador Raimundo Lira ainda não tornou oficial a decisão, porém, é dada como certa a saída dele do MDB até o dia 7 de abril. A data é o limite para a mudança de sigla pelas pessoas dispostas a disputar as eleições deste ano. A mudança já ganha destaques nas conversas de lideranças governistas e da oposição. O motivo seria o risco eleitoral de ir para uma disputa tendo o senador José Maranhão, presidente estadual da agremiação, na cabeça da chapa. O parlamentar vinha mantendo entendimentos com a área governista, mas decidiu mudar de ares recentemente. Ele trocou as eventuais reuniões com o governador Ricardo Coutinho (PSD) por uma aproximação mais firme com o bloco das oposições.

Entre tucanos e pessedistas, Raimundo Lira é visto como player para a disputa por uma vaga de senador na chapa das oposições. No cenário de uma chapa que poderá ser encabeçada pelos prefeitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), ou de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), a presença dele é tida como certa. Os candidatos previstos para o Senado pelo campo oposicionista são justamente Cássio Cunha Lima e Raimundo Lira, ambos tentando a reeleição. Esta é uma chapa praticamente alinhavada. Agora, para ela se tornar viável, o entendimento é o de que Lira deverá ser deixar o MDB. O cenário está sendo trabalhado justamente pelo fato de o José Maranhão não abrir mão da disputa.

Lira chegou a manifestar o desejo de votar em José Maranhão no início do ano, caso o emedebista mantivesse a disposição de disputar a eleição. As declarações foram dadas, inclusive, durante entrevista à rádio CBN João Pessoa. A ideia, no entanto, foi perdendo força ao longo deste mês. Primeiro o parlamentar buscou o afastamento do campo governista. Apesar da boa relação com Ricardo Coutinho, os elogios do governador a Veneziano Vital do Rêgo (MDB) tiraram de Lira as esperanças de apoio. O abrigo veio da oposição, com reuniões e declarações do parlamentar de que pretende disputar no campo oposicionista.

O tema foi um dos vários que dominaram as rodas de conversas políticas durante o bloco Tambiá Folia, que tem o presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB), como um dos organizadores.

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