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10 de Janeiro de 2018 Imprimir    E-mail

Inflação oficial fecha 2017 em 2,95% É a primeira vez que o IPCA fica abaixo do piso da meta da inflação do Banco Central desde que o regime foi implantado no país, em 1999.

A inflação oficial do Brasil fechou 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta fixada pelo governo, de 3%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). É a primeira vez que isso acontece desde que o regime de metas foi implantado no país, em 1999

De acordo com a série histórica do IBGE, esse índice é o menor desde 1998, quando chegou a 1,65%. Em 2016, o IPCA havia ficado em 6,29%.

 resultado de 2017 foi puxado principalmente pelo aumento de preços de botijão de gás (16%), planos de saúde (13,53%), creche (13,23%), gás encanado (11,04%), taxa de água e esgoto (10,52%), ensino médio particular (10,36%), energia elétrica residencial (10,35%) e gasolina (10,32%).

O que explica a forte desaceleração do IPCA em 2017 é o comportamento dos preços de alimentação e bebidas, que têm o maior peso no cálculo do índice. Com o aumento de 30% da safra, os alimentos ficaram 1,87% mais baratos e impediram que a inflação avançasse ainda mais.

Com isso, os preços dos alimentos consumidos em casa fecharam o ano em baixa de 4,85%, sob forte influência das frutas, cujos preços tiveram redução de 16,52%.

Veja a variação de preços
Em 2017, em %
-1,87-1,876,266,26-1,48-1,482,882,884,14,16,526,524,394,397,117,111,761,76Alimentação e BebidasHabitaçãoArtigos de ResidênciaVestuárioTransportesSaúde e Cuidados PessoaisDespesas PessoaisEducaçãoComunicação0-2,52,557,510
Fonte: IBGE

Segundo o analista da Coordenação de Índices de Preços ao Consumidor Fernando Gonçalves, a partir de agora deverá ocorrer um “realinhamento” dos preços dos alimentos. “Eles tiveram muitas quedas por conta da supersafra do ano passado. Não podemos dizer que a partir de agora há uma tendência de alta crescente, mas deve ocorrer um realinhamento desses preços.”

Ao longo de 2018, a inflação deve “voltar à normalidade”, de acordo com Gonçalves. Questionado sobre qual seria esta medida de normalidade, o analista explicou que não devem ocorrer fenômenos atípicos que deixem o índice muito elevado ou muito baixo.

Em nota, o Ministério do Planejamento destacou que a inflação "mostrou recuo de maneira significativa" em 2017. "Para 2018, os analistas de mercado, de acordo com Boletim Focus, projetam que a inflação ficará abaixo de 4%, novamente inferior ao centro da meta. Com a inflação sob controle, o país pode dar continuidade ao processo de recuperação do crescimento econômico em curso gerando empregos e aumentando a renda das famílias", acrescentou.

 

 

Inflação por regiões

 

Goiânia e Brasília registraram as maiores variações do IPCA: 3,76%, puxados pelos reajustes de energia elétrica (30,54%) e ônibus urbano (25%). O índice mais baixo foi o de Belém (1,14%), sob influência das quedas do feijão-carioca (-46,21%) e do açúcar cristal (-35,62%).

G1





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